Sobre

Olá “arteiras e arteiros”…

Desde muito pequena já gostava de “criar coisas” e usar a imaginação…Tudo bem que quando me faziam a famosa pergunta “o que você quer ser quando crescer?” eu tinha uma resposta um pouco diferente para o espanto geral das minhas tias e para uma menina mirradinha de oito anos de idade:

“Quero ser astronauta!”

Essa reposta deveria e poderia ser bem diferente, pois nasci e cresci no meio de costureiras, crocheteiras, tricoteiras e “arteiras’… pessoas simples, algumas que não tiveram a oportunidade de estudar muito, mas que criavam verdadeiras obras de arte com as mãos! Minha querida mãe era uma delas, assim como várias tias (dos dois lados da família!) e minha avó materna. Todas muito queridas que tinham (muita!) paciência comigo quando eu queria “brincar” com as linhas, botões e retalhos…

Minha “Barbie” da infância foi um presente “usado” de uma amiguinha que não queria mais…mas era minha preciosidade. Podia não ser a boneca mais linda no momento ou entre as bonecas das minhas amigas, mas com certeza era a “mais bem vestida” da txurma. Minha mãe, que nunca pode me dar uma Barbie nova quando eu era criança, compensava tudo ao fazer um invejável guarda-roupa (qualquer fashionista ficaria no chinelo!) para minha adorada Sabrina Montesquieu (sim, ela tinha nome e sobrenome!). Tinha desde vestidos de festa esvoaçantes até botinhas de couro e casaquinhos de tricô, tudo feito com retalhos e carinho por minha mãe. Assim, aprendi com ela a “operar” a velha Singer pretinha de pedal e nunca mais parei de costurar…

Outra coisa que amava eram aqueles programas que passavam na Cultura (bem cedinho!) que ensinavam a fazer artesanatos e brinquedos… vivia criando coisas de papel, tampinhas de garrafa, latas, potes, retalhos… enfim, tudo o que eu encontrava e poderia ser usado. Fui crescendo e continuei com a ideia de ser astronauta, apesar de toda a arte que fazia. Decidi ser cientista porque sempre gostei de estudar e questionar tudo! Apesar de meus pais terem pouca formação escolar, sempre me incentivaram a estudar. Trabalhei, estudei e consegui finalmente entrar na universidade, não após várias tentativas e muito esforço e persistência.

Não, não sou astronauta (ainda!…rs), mas me formei em Engenharia Agronômica, fiz Mestrado e Doutorado. Sou cientista com muito orgulho! A paixão pelas artes e artesanatos sempre me acompanharam…rs. Nas horas vagas continuo com meus tecidos, agulhas, colas, tintas, linhas e tudo o mais….

E por que essa história toda? Porque acredito que, assim como eu, existem muitas pessoas assim….que gostam muito do processo criativo! Que criam verdadeiras obras primas! Ou que querem ao menos tentar. Por isso lanço hoje esse post para inaugurar oficialmente o Clareira dos Sonhos! Um espaço para deixar fluir esse nosso lado “arteira”… para trocarmos ideias e receitas. Irei postar, com o máximo de detalhes e da forma mais simples possíveis, minhas artes para todos que se interessarem possam recriar. Também irei postar receitas e/ou inspirações interessantes que encontro pelo caminho. Meu intuito é criar um ambiente para poder divulgar, num único lugar, todas as formas e expressões da arte e do artesanato.

Sei que você pode estar pensando: “mas ela tem dom para fazer essas coisas, eu não tenho!”. Na verdade não é bem assim… Para vocês terem uma ideia, aprendi a fazer crochê não faz nem dois anos!… Sempre quis um xale vermelho de crochê e vivia pedindo para todos que crochetavam… até que fiquei doente (depressão profunda… ninguém merece!) e resolvi abraçar de vez o desafio de aprender a fazer essa arte para “ocupar a cabeça”, e não é que consegui!!! Mas como já disse, não antes de tentar muitas e muitas vezes… Achava que nunca seria capaz de manipular as agulhas de crochê com firmeza para fazer sequer um tapete bem mequetrefe…rs! Não é dom, é persistência, paciência e vontade de fazer! Não sei tudo sobre o crochê, e tenho certeza que nunca saberei tudo…. mas hoje já sou capaz de fazer meu próprio xale vermelho (que aliás, já fiz e será um post futuro…)!

Então, convido todos vocês que querem tentar, descobrir uma nova atividade, ou até mesmo para “aliviar a cabeça” que me acompanhem e compartilhem comigo dessa jornada… Conto com vocês!